- 27 pp
Aos 28 anos, a probabilidade de uma mulher negra estar sem trabalho e sem estudo é 3,5 vezes a do homem branco: 38% contra 11%.
- 3×
Aos 29 anos, último ano da juventude, a presença em ocupações de alta especialização é cerca de três vezes maior entre homens brancos (21% do grupo) que entre homens negros (7%).
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Um em cada quatro brasileiros chega aos 28 anos sem trabalho e sem estudo (23% da coorte). Não é fase de transição. É posição estrutural.
- 63%
63% das pessoas sem trabalho e sem estudo aos 28 anos vivem nas duas faixas mais baixas de renda do domicílio — que reúnem metade da coorte.
- 21 pp
A mulher negra é a juventude com maior variação regional: amplitude de 21 pontos percentuais entre Sul (27% sem trabalho/estudo aos 28) e Nordeste (48%). Para o homem branco, a amplitude é de 7 pontos.
Três coortes, doze idades, quatro anos.
A pesquisa reconstrói três coortes sintéticas a partir da PNAD Contínua trimestral do IBGE (2021–2024), organizadas como três movimentos consecutivos da janela jovem: Movimento I (17–20 anos, coorte 2003–2004), Movimento II (21–24, coorte 1999–2000) e Movimento III (25–28, coorte 1995–1996). Acrescenta uma foto adicional aos 29 anos, último ano da juventude pelo Estatuto da Juventude.
Cada coorte é descrita por seis condições mutuamente exclusivas (trabalho com carteira, trabalho sem carteira, estudo no superior, ensino fundamental/médio/EJA, e pessoas sem trabalho e sem estudo) e cruzada por raça, sexo, faixa de renda do domicílio e região.
Há um debate antigo sobre se o termo "juventude", no singular, dá conta da diversidade interna da faixa. Os dados desta pesquisa sustentam a leitura plural: as posições com que cada grupo entra na janela jovem orientam as posições em que ele sai. As quatro juventudes brasileiras divergem ao longo do arco — não convergem para uma média.
O Brasil vive a última década do bônus demográfico. Política nacional única não alcança quatro trajetórias diferentes. A pesquisa é oferecida como insumo para o desenho das políticas públicas dirigidas às juventudes.
Pesquisa completa em PDF.
67 páginas, 19 figuras, anexo metodológico e referências.